Apenas a 900 metros do coração de São Francisco Xavier,
existe um lugar que não pede pressa,
um cantinho simples, desses que acolhem sem alarde.
Ali, o tempo desacelera —
como se soubesse que não há motivo para correr.
O carro descansa fácil no estacionamento,
e a alma também.
Um deck de madeira se abre para o verde,
como um convite silencioso ao agora,
onde o vento passa leve,
e as montanhas parecem sussurrar histórias antigas.
Dentro, a sala de leitura espera —
livros quietos, cheios de mundos,
prontos para serem despertados por olhos curiosos
e tardes sem compromisso.
E ao fundo… sempre ele,
o riacho.
Correndo manso, cantando baixo,
como quem entende que a beleza mora no detalhe.
É um lugar pequeno,
mas cabe inteiro dentro do peito.